Wednesday, January 18

Nota n+1

A lição
Passados os trezentos e tal dias, a minha maior dúvida é sobre aquilo que muda mais depressa. Se o mundo, se a forma como o vemos.

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Quem tem medo do bicho papão?
Manda a praxe falar-se de números em dia de aniversário exacerbando a popularidade. Pois não o farei. O estímulo deste blog nunca esteve no Sitemeter, mas sim nas caixas de comentários. Sem elas, sem as discordâncias e concordâncias que lá moram, sem os recados e as notas, sem as criticas e as alucinações, era um blog amputado. Há quem tenha medo do bicho papão. Quem não goste de ouvir a critica, ou seja incapaz de apagar o insulto. Há quem teime em utilizar o blog como se de outro formato de comunicação se tratasse. Há quem sonhe com um cantinho num matutino. Eu sonho com uma caixa de comentários transformada em mesa de café. De preferência um confortável café de Viena, com tortas de chocolate e cafés turcos. Quem tem medo compra um cão. Eu gosto do bicho papão.

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A bandeira de dez estrelas
A vida traiçoeira e a cobardia roubam-nos sempre a oportunidade de mostrar gratidão por aqueles que mais estimamos. Ao celebrar um ano de Berra-Boi sinto uma enorme satisfação em poder manifestar a enorme admiração que tenho pela Elise, pelo Carneiro, pela Eduarda Maria, pela Ana, pela Ana Cláudia, pelo HMémnon, pelo Patrick, pela Graziela, pelo Zero e pela Sheila. A blogosfera, como a vida, também é feita de afectos.

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Recorde-me o post que mais gostou de escrever

“Despedidas e tributos
A minha avó nasceu em 1920. Como todas as mulheres nascidas na primeira república nunca se entendeu com o direito de votar. Por essa razão, ou pelo simples facto de ter convivido com Francisco Sá Carneiro, quando este visitava Magalhães Mota no Mucifal, a verdade é que a partir de 80 votava sempre no PPD e rezava uma oração para que Deus o guardasse. Era a sua forma de ser. Era a forma que ela tinha de louvar os que partiam. Talvez por ser assim, perdi a conta às vezes em que foi ao Alto de São João e à Basílica da Estrela despedir-se de fadistas. Creio que Amália terá sido a última. Hoje, subimos juntos a escadaria da Basílica da Estrela. Assistimos à missa pelo Sá Carneiro e depois cada um foi à nossa vida. Eu à vida dos vivos. Ela à vida dela. Pena não termos feito isto mais vezes quando ela era viva. Havia de gostar de vencer os degraus amparada no meu braço e já não se queixaria de ser a única a rezar pela família.”


5 Comments:

Blogger eduarda maria said...

obrigada francis. os afectos são reciprocos. pode até acontecer não ter "força" para escrever diariamente, mas fica certo que tenho todos os dias força para te vir ler.
e btw, regressas antes das 19 do 22, mas decerto?

18.1.06  
Blogger Elise said...

querido amigo, o afecto é recíproco, e venham muitos mais anos de berra boi, porque tens um blog de referência. daqui a um ano cá estaremos para te aplaudir mais uma vez!!

abraço forte!

19.1.06  
Blogger Pedro F. Ferreira said...

Uma vénia e um abraço.

19.1.06  
Blogger shawnharolds1347 said...

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19.1.06  
Anonymous Ana said...

Miúdo Giro, tu és...olha, não sei o que te dizer! És assim, és mesmo tu, pronto!! Não me refiro ao post onde me demonstras a tua amizade. Estou a falar do teu carinho, grande, pela tua avó! Sem dúvida um belo post que lhe dedicaste. Gosto de ti sabes? Beijo grande.

19.1.06  

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